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Crédito

Prazo de crédito bate recorde e chega a 450 dias

28/07/2010

O prazo médio das operações de crédito atingiu 450 dias em junho, 15 dias a mais do que o registrado em maio. Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, esse é o maior prazo médio da série histórica, iniciada em 2000.

As operações para pessoas físicas tiveram prazo médio de 527 dias, ante 518 dias em maio, e as operações para pessoa jurídica passaram de 363 dias para 382 dias. O aumento no prazo médio do crédito, de acordo com Altamir, está relacionado à elevação das operações de crédito habitacional e de crédito pessoal.

Para Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), esses dados refletem o bom momento da economia, com crescimento da renda e do emprego do trabalhador.

- Para o consumidor, o grande incentivo das compras são o prazo e o valor da prestação. Enquanto os prazos tiverem longos, pequenas variações nos juros não farão diferença. A expansão do crédito é resultado da demanda por bens e do crédito imobiliário, graças aos vários incentivos do governo.

Nos primeiros seis meses do ano, os pedidos de crédito bateram recorde e atingiram R$ 1,53 trilhão, segundo dados divulgados nesta terça-feira (27) pelo Banco Central. Já a taxa média de juros do crédito caiu pela primeira vez em três meses, tendo passado de 34,9% para 34,6% ao ano.

O BC destaca a expansão dos financiamentos habitacionais, com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e poupança, e o desempenho do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), nos empréstimos voltados aos projetos de infraestrutura.

Os financiamentos habitacionais, compreendidas as operações destinadas a pessoas físicas e cooperativas habitacionais, atingiram saldo de R$ 111,6 bilhões em junho, com evolução mensal de 3,6%, acumulando expansão de 21,5% no semestre, comparativamente ao crescimento de 8,1% no total de crédito ao setor privado.

As operações direcionadas ao comércio cresceram 2,7% no mês, com saldo de R$ 151,5 bilhões, com relevância para as contratações dos segmentos do ramo automotivo.

A indústria pediu mais crédito (aumento de 3,5%) em junho, totalizando R$ 323,9 bilhões, assim como os outros serviços (alta de 2,2%), que somaram R$ 265,2 bilhões em empréstimos. A carteira de empréstimos e financiamentos destinados ao setor público alcançou R$ 63,8 bilhões em junho - variação de 3,4%, com aumento de 4,7% nas operações contratadas pelo governo federal.

Os bancos públicos voltaram a ganhar espaço no total de crédito do sistema financeiro nacional. De acordo com dados do BC, essas instituições tiveram em junho participação de 42,3% no estoque de crédito, ante 41,7% em maio. Os bancos privados nacionais, por sua vez, tiveram redução na participação, de 40,5% para 40,1%, enquanto os bancos privados estrangeiros recuaram de 17,8% para 17,6%.

Fonte: Portal R7

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