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Crédito

Concessão de crédito dá fôlego ao setor

01/03/2010

Como o seguro habitacional é obrigatório para a aquisição de financiamentos imobiliários, o segmento é beneficiado pelo aumento das concessões de crédito para aquisição da casa própria. Os financiamentos com recursos das cadernetas de poupança - fora do Sistema de Financiamento Habitacional, que usa recursos do FGTS – atingiram R$ 2,88 bilhões em janeiro, superando em51,9% o resultado do mesmo mês de 2009 e em 77,3% o de janeiro de 2008,de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). No ano passado, foram financiadas 302 mil unidades, em um total de R$ 34 bilhões financiado. Segundo Luiz Antonio França, presidente Abecip, a expectativa é que o volume financiado cresça bastante neste ano, batendo na casa de R$ 45 bilhões e R$ 50 bilhões.

 Dos R$ 34 bilhões financiados em 2009, R$ 20 bilhões foram destinados ao consumidor final e R$ 14 bilhões tiveram como alvo as construtoras. “Neste ano, esperamos continuar crescendo no consumidor final e também no mercado construtor, que tem planos fortes de expansão, retrato da situação positiva da economia”, diz França. A grande mola propulsora do crescimento no ano passado foi o mercado secundário, de financiamento de imóveis usados. Neste ano, segundo França, o volume também será impulsionado pela ascensão das classes mais baixas e pela segurança no nível de empregos.

 De acordo como último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o déficit de moradias é de 8 milhões de casas, sendo que 84% desse déficit está no segmento de pessoas que ganham até três salários mínimos. Mudanças de comportamento França lembra que, no passado, as pessoas poupavam por um longo tempo dinheiro para a aquisição do imóvel, financiando um percentual pequeno. “Hoje, isso mudou, se antes as pessoas financiavam em média 46% do imóvel, agora esse percentual subiu para 66% do valor do imóvel”, conta França. A flexibilização do prazo do financiamento para 30 anos também contribuiu para isso, diminuindo o valor das parcelas.

Maior risco é de parcerias combinarem preços Os maiores bancos financiadores de imóveis fecharam parcerias com uma seguradora não ligada ao grupo, como prevê a norma da Susep, que também dá a possibilidade do financiado trazer ao agente financiador uma terceira proposta de apólice, de uma seguradora de sua preferência. Ao divulgar os resultados do ano passado, na quarta-feira, a presidente da Icatu Hartford, Maria Silvia Bastos Marques, disse que a seguradora está estudando de que forma vai atuar neste segmento e montar um novo modelo de negócios para o seguro habitacional. “Isso ainda não deslanchou. Está todo mundo se posicionando.” A Chubb já tem o produto e está conversando com diversas instituições financeiras para estabelecer parcerias, segundo o presidente da seguradora, Acacio Queiroz.

 Há comentários de que, com a obrigatoriedade da oferta de apenas uma apólice a mais, as parcerias possam combinar preços, não atingindo o objetivo da Susep de que a maior competitividade reflita nos preços e na qualidade dos serviços prestados. Felipe Smith, diretor de produtos corporativos da seguradora independente Tokio Marine, que fechou parceria com o Santander e o Itaú Unibanco, explica, porém, que o preço da apólice varia conforme o apetite de cada seguradora por uma faixa de idade da massa financiada.

Fonte: Brasil Econômico

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