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Grandes construtoras rumo às praias de SP
08/02/2010
Há três anos a Abyara Brokers comercializa imóveis na região litorânea de São Paulo, e em julho de 2009 decidiu abrir um escritório em Santos. É a primeira unidade da empresa fora de São Paulo, afirma Paola Alambert, diretora de marketing da empresa. “Percebemos um crescimento enorme de toda a Baixada Santista, puxado por Dois movimentos: a migração de pessoas que buscam mais qualidade de vida e o pré-sal”, diz. A empresa tem 150 corretores para atender a demanda do
litoral, comfoco na venda principalmente de imóveis residenciais novos e corporativos. De acordo com Paola, grandes incorporadoras como Gafisa, Cyrela, Lindencorp e Tecnisa já tem empreendimentos na região. “Desde os primeiros empreendimentos que lançamos em Santos, há três anos, percebemos um aumento de 30% no valor do imóvel residencial.” Luiz Tolosa, diretor de relações com investidores da Brookfield Incorporação, afirma que, se considerado que 70% do investimentos do pré sal será feito entre Caraguatatuba e Santos, é possível entender o interesse das incorporadoras. A região entrou para o radar da empresa no ano passado, quando foi criada uma área de negócios para a prospecção no interior e litoral de São Paulo. Desafios da infraestrutura. Mas a incorporadora não pretende explorar o novo mercado sozinha. Tolosa diz que a empresa sabe da importância das concorrentes regionais e que tem interesse em realizar parcerias e, até mesmo, aquisição de construtoras locais. E para ele, as oportunidades não estão no
mercado de lazer, tradicional da região litorânea. “Acredito que até por conta das dificuldades ambientais, o litoral passará por uma maior verticalização”, afirma. O empresário Carlos Alberto.
Grandes construtoras rumo às praias de SP
Acirra-se disputa por terrenos em áreas urbanas com foco na construção de empreendimentos comerciais Campilongo Camargo, presidente da Praia Grande Construtora, vê com certa preocupação o movimento de empresas que estão descendo da capital para o litoral. Problemas com a concorrência? Talvez. Mas principalmente, com a qualidade do produto que hoje está sendo disputado: as cidades do litoral. “Não há planejamento, todos estão procurando terrenos, o que está levando os preços a condições estratosféricas.” Camargo afirma, aliás, que em breve já será possível encontrar terrenos com valores superior a R$ 3 mil o m² — que hoje se compara ao preço médio de bairros nobres de São Paulo —, tamanha a especulação. “Temos que pensar em como o pré-sal vai conseguir melhorar a vida das pessoas pobres que moram nas encostas do morros, melhorar as condições de vida da classe média e também da classe alta, que guarda seus barcos nos portos”, afirma. E mais. “Pensar no turista, que hoje é quem paga a conta do litoral de São Pau
lo.” Camargo afirma que acha muito positivo o entusiasmo, mas ele vê falta de ações práticas para preparar a região, que tem dois problemas graves: a falta crônica de terrenos e a falta de infraestrutura. “É preciso lembrar que, ao contrário de outras regiões que também vão receber recursos do pré-sal, as terras do litoral paulista vêm sendo exploradas há séculos, desde os tempos coloniais. O que não está construído é reserva ambiental hoje”, afirma
Fonte: Brasil Econômico
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