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Fundos imobiliários prometem bons ganhos

02/02/2010

Há boas oportunidades no setor imobiliário para os investidores que podem esperar por um retorno a médio e longo prazo. Os aplicadores que pensam em diversificar o portfólio ou que simplesmente querem distância das oscilações de curto prazo da bolsa têm como opção atrativa os fundos imobiliários, pois eles tendem a proporcionar ganhos superiores aos dos títulos tradicionais de renda fixa. A perspectiva de ganhos maiores é escorada pela queda da taxa de juros nos últimos anos, encolhendo os níveis de rentabilidade de títulos como os CDBs (Certificados de Depósitos Bancários), e melhora do ambiente jurídico. “O fundo imobiliário é hoje o veículo destinado ao investidor de varejo”, diz Elvis Mattar, sócio do escritório Navarro Advogados. “Comprando a cota de um fundo, ele está pulverizando os riscos”, acrescenta. Um fundo de investimento imobiliário, cujo aporte inicial pode chegar a R$ 1.000, é formado por cotas lastreadas em um ou mais empreendimentos como shopping centers, parques de diversões ou escritórios comerciais.

O especialista tem assessorado a constituição de fundos imobiliários de até R$ 100 milhões. Apesar da expectativa de aumento do juro Selic em 2010 (de 8,75% para 11,25% até dezembro, segundo o Boletim Focus da semana encerrada em 30 de janeiro), a redução do juro básico nos últimos anos tem incomodado os investidores de perfil mais conservador. Desde 2003, a taxa já caiu 7,75 pontos percentuais. Por isso, os investidores veem no mercado imobiliário uma opção ainda conservadora, que pode possibilitar ganhos com a valorização dos imóveis. A locação de imóveis pode ser uma boa opção para quem é proprietário. “Quando a Selic estava em patamares elevados, a remuneração com aluguel ficava muito descolada das aplicações em banco. Atualmente, dependendo da propriedade, ele consegue alugar com ganho de até 1% ou 1,5% ao mês”, diz Antonio Barbosa, diretor de crédito imobiliário do banco HSBC”.

Além disso, a nova Lei do Inquilinato — que abrevia o tempo de despejo do locatário inadimplente — trouxe de volta garantias para os proprietários, diz. Já a compra de imóveis também é uma opção atraente no longo prazo. “O preço dos apartamentos novos e dos terrenos está subindo, bem como o do imóveis na planta. Vejo mais gente considerando sacar dinheiro da renda fixa para comprar imóveis”, comenta Carlos Martins, sócio responsável pela área imobiliária da Kinea, controlada pelo Banco Itaú. Uma dica sobre a melhor forma de investir em imóveis é encontrar as opções de maior retorno. “Elas estão mais próximas do início de um empreendimento imobiliário”, afirma Jean Louis Baldacci, presidente da BBPar Real Estate Investment. “Se puder entrar no início, comprando terreno e participando da incorporação, será um ótimo negócio”, diz. No entanto, os especialistas alertam que a comercialização de imóveis exige conhecimento aprofundado. “Quem consegue comprar ou reformar imóveis mais baratos, como arquitetos, engenheiros civis e pedreiros, pode encontrar ótimas oportunidades”, afirma o professor de finanças do Insper, Ricardo Alme
ida. “Mas, para um investidor de varejo ou qualificado que não é da área, o melhor seria investir em fundos”, assinala.

Outros riscos para quem estiver pensando em comprar imóveis são a inadimplência do inquilino e as despesas com manutenção.

Fonte: Brasil Econômico

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