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Nova Lei do Inquilinato anima seguradoras
15/01/2010
O texto prevê que, a partir de agora, o fiador poderá deixar imóvel a qualquer momento, o que deve fazer do seguro-fiança locatícia uma boa alternativa.
A nova Lei do Inquilinato, que entrará em vigor no próximo dia 25, animou as seguradoras que operam com seguro-fiança locatícia.
A partir da aplicação da nova lei, o fiador poderá relegar suas obrigações durante a vigência do contrato. “Esperamos manter o crescimento apresentado nos últimos anos. Mas pode ser que o avanço seja maior por conta da nova Lei do Inquilinato”, afirma Luiz Carlos Henrique, gerente do produto de fiança locatícia da Porto Seguro, chamado Porto Aluguel
A companhia detém quase 95% do mercado de seguro fiança locatícia, com R$ 150,7 milhões em prêmios no acumulado de janeiro a novembro deste ano, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Nos últimos cinco anos, a Porto Seguro conseguiu crescer 50% ao ano na modalidade.“Roubamos espaço de outras garantias, como o fiador”,completa o executivo.
De acordo com o novo texto,sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 10 de dezembro do ano passado, o fiador que quiser deixar de ser o garantidor do imóvel terá de comunicar sua decisão ao proprietário para fixar desobrigado do compromisso em 120 dias. Assim que for comunicado, o inquilino terá 30 dias para providenciar novo fiador. Se não conseguir um novo nome, o contrato será automaticamente transformado em locação sem fiança. Isso permite a desocupação do imóvel em apenas 15 dias após a notificação judicial. “O mercado foi pego de surpresa já que não esperava que a nova Lei do Inquilinato fosse aprovada de forma tão rápida”, ressalta o gerente da Porto Seguro.
Mas as mudanças também despertaram o interesse de outras companhias. A Mapfre reformulou seu produto em 2009 e agora aposta no acordo com imobiliárias para atingir um maior número de clientes. “Já estamos conversando com algumas imobiliárias de grande porte, localizadas em alguns centros urbanos”, conta Glaucio Toyama, diretor de negócios financeiros da Mapfre, que preferiu, porém, não revelar os nomes dos possíveis parceiros. Ainda segundo o executivo, com esses acordos será possível alterar o perfil de risco dos clientes, que antes era analisado caso a caso. “Se fôssemos um banco, teríamos estrutura para fazer esse trabalho. Mas, a partir do momento em que fecharmos acordos com as imobiliárias,
faremos análise massificada. Isso pode gerar condições de preços mais atraentes, uma vez que o risco é diluído”, explica. A mudança de estratégia deve gerar um crescimento entre 100% e 200% na atual carteira de seguro-fiança locatícia da Mapfre, que somou R$ 3,58 milhões no acumulado de janeiro a novembro de 2009. “Não é uma expansão absurda se pensarmos na atual carteira. Estaríamos falando algo em torno de R$ 10 milhões em prêmios ao final de 2010”, diz o diretor.
Quanto aos efeitos gerados pela nova Lei do Inquilinato, o diretor de negócios financeiros da Mapfre diz que deverão ser sentidos entre um e dois anos. “No curto prazo, as alterações não devem surtir efeito, pois as seguradoras precisam de um tempo de maturação. Quando atingirmos esse estágio, acredito que seremos muito mais um prestador de serviço do que um tomador de risco”, pondera. “O mercado tem um enorme potencial de crescimento por conta de uma demanda reprimida por seguro- fiança locatícia”, completa o executivo.
Fonte: Brasil Econômico
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